sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A verdade que não dói.

Nem sempre o que está diante de nossos olhos é realmente aquilo que revela nosso coração. Expor e defender nossas "verdades" é tão simples como um aperto de mão, porém, em se tratando de cumprimento, uns preferem abraçar, outros beijar a apertar a mão. Santo Agostinho já dizia que é costume do ser humano amar a verdade quando os ilumina, mas tendem a odiar a mesma quando os confrontam.

Existe um horizonte a nossa frente à ser compreendido, onde uns enxergam com humildade, outros, apenas com suas "verdades", sem compreender que há diversidade de penamentos e paixões. Compreensão e consciência podem andar de mãos dadas, ainda que em via de mão dupla, separadas por um mundo de ideias divergentes, porém um sempre ha de andar na contra-mão, na faixa que pode ser da intolerância.

Isan Oliveira


(Foto: arquivo do Blog)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Futebol Amapaense FC.

Lembro-me bem, apesar de sem muita riqueza de detalhes, de uma final de campeonato amapaense entre E C Macapá e Ypiranga Clube, no estádio Zerão absolutamente lotado, no ano de 1994. Bom jogo de futebol, sobretudo, com torcidas apaixonadas fazendo seu papel na arquibancada do estádio. Salvo engano, Ypiranga foi o grande campeão daquele ano.

Ontem, ao voltar ao estádio Zerão em jogos oficiais, não pude conter a felicidade que tive em ver novamente, na sua casa, a torcida amapaense dar manifestações de paixão ao futebol. Não pelo time, óbvio que o Santos, o "peixe da amazônia", cópia descarada do Santos paulista, não é um clube tradicional, tão pouco de grande torcida no Amapá. É, na realidade, mais um daqueles clubes que aparecem todos os anos no futebol brasileiro, que possuem donos que lhes injetam muito dinheiro. Clubes com muito dinheiro e nenhuma tradição, em suma. A paixão demonstrada ontem era pelo Amapá, pelo futebol amapaense. Poderíamos ter ontem jogando qualquer time naquele campo, desde que carregasse consigo a representação deste Estado, tão carente em várias áreas, inclusive no tocante a maior paixão nacional, o futebol.

O grande problema é que a paixão de ontem foi retribuída com falta de técnica e as vezes, pasmem, garra. O time do Santos foi inferior em inúmeros momentos ao Princesa de Solimões-AM, seu adversário.

E a que isso se deve? Eu julgo que, infelizmente, o torcedor amapaense em que pese estar absolutamente empolgado com o retorno do Estádio Zerão, que enfim oferece o conforto merecido para assistir uma partida de futebol, ainda não pode contar com alguns pontos básicos. Um clássico exemplo é que continuamos com pensamento de várzea por parte de uma Federação inoperante, utilizada em grande parte do tempo como instrumento político de quem a comanda. Não temos sequer, por mais incrível que possa parecer, um calendário adequado ao Campeonato Amapaense. O time do Santos entra para disputar uma competição nacional sem ter jogado uma única partida oficial durante o período de preparação em 2014, que diga-se, deve ter sido curto, como todos os anos. Esse é apenas um dos pontos dentre inúmeros, mas que considero de extrema relevância, pois tenho convicção de que se o Amapaense já tivesse começado como todos os outros, o time do Santos teria oportunidade de melhor acerto antes de encarar seu adversário de ontem. E a consequência negativa pôde ser vista ontem, na eliminação do time amapaense para o time do interior do Amazonas.

O amapense quer torcer, quer ir ao estádio. Ganhou um presente com o retorno do belíssimo estádio Zerão, mas isso infelizmente não é suficiente. Precisamos profissionalizar nosso futebol, começando pela FAF, que com relação aqueles tempos em que citei no início do texto, no ano de 1994, parece ter retrocedido em pelo menos 20 anos, acompanhando, importante consignar, os rumos dados pela CBF, que também não dá sinal algum de evolução no quesito organização de suas competições, isso em pleno ano de 2014, ano de copa do mundo em território brasileiro.

George Arnaud Tork


Fotos: 1 - retirada do blog nezimarborges.blogspot.com
           2 - Luiz Fernando/Agencia Amapá


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O retorno do início.

Não cremos que possa ser considerado um retorno, na realidade. Este espaço começou a ser construído por nós, dois amigos amapaenses extremamente apegados aos acontecimentos desta terra mas que não sabiam se era o que queriam para o momento. Acabou durando apenas 3 postagens.
Começamos cheios de idéias e elas foram morrendo com o passar dos dias e com as atribuições de cada um. Agora, pretendemos começar devagar, sem muita pretensão, publicando textos, fotos e outros que nos chamarem atenção, assim, engatinhando, como todo bom projeto deve ser iniciado, sempre sendo repensado a cada etapa.

Sejam bem vindos ao retorno do início, pois é exatamente do início que começaremos. Um abraço!

George Arnaud e Isan Oliveira


Foto: retirada do blog compondoletras.blogspot.com

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A arte de fotografar!

Olá! O blog tem a intenção de emitir opinião e se comunicar com os leitores sobre diversos temas, dentre eles a arte. Trazemos agora a arte em forma de fotografia, através de uma pequena exposição de fotos tiradas por Tatiana Jácome (@tatyjac), de quem gostamos muito do trabalho.


 




Todas as fotos foram tiradas no Estado do Amapá.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Emoção vs Razão.


O que dizer sobre o que ocorreu na UEAP ontem, senão comparar à um teatro de marionetes, onde os bonecos se fizeram ver em holofotes exclusivos, enquanto seus manipuladores se maravilhavam com tamanho espetáculo. Não resta dúvida de que uma nova forma de se fazer política instalou-se no Amapá, onde as estruturas antes usadas pelos movimentos de classe, de forma legítima e leal, deu lugar à grupos político-partidários e seus interesses mais escabrosos. Nesse sentido, travam-se guerras que, em nenhum aspecto, trazem benefício ou alento à população. 

Muitas são as incógnitas e poucos os caminhos que podem levar o empasse entre GEA e SINSEPEAP a um desfecho favorável à todos. Em meio ao clima de animosidade e truculência, não se ouve uma "voz" pacificadora, senão às que inflamam e destilam ódio e desordem. De certo, o respeito para com quem se dedica a transformar vidas através do conhecimento deve prevalecer, e, ao que tudo indica, não será agredindo um Governador de Estado ou apedrejando um Palácio de Governo que tão importantes profissionais serão valorizados ou representados. 
Bom senso é bom e o Estado Democrático de Direito agradece.

Isan Oliveira